Quem convive com o diabetes tipo 2 e depende de insulina ganhou uma nova alternativa no Brasil. A Anvisa liberou o Kyinsu, caneta injetável da Novo Nordisk que reúne, na mesma solução, a insulina icodeca e a semaglutida. A aplicação é feita uma vez por semana.
A autorização saiu no Diário Oficial da União desta segunda-feira (28). O medicamento foi registrado como produto biológico novo biotecnológico, em nome da Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil Ltda. O registro vale até setembro de 2036.
Duas substâncias, uma injeção
A icodeca é um análogo de insulina pensado para substituir as aplicações diárias. Segundo a descrição que acompanha o registro, ela age por mais tempo no organismo e controla a glicose de forma mais eficaz do que a insulina usada todos os dias.
A semaglutida imita o GLP-1, hormônio que o corpo produz naturalmente. Foi desenvolvida para o tratamento do diabetes e ficou popular por causa do efeito na perda de peso.

Para quem é indicado
De acordo com a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), o Kyinsu trata o diabetes tipo 2. A recomendação vale sobretudo para casos em que a doença não é controlada apenas com insulina basal, aquela de ação lenta.
A aplicação é subcutânea, na coxa, no braço ou na barriga.
Seis versões liberadas
A resolução da Anvisa aprova seis apresentações do medicamento, todas em caneta:
- Duas versões de 0,43 ml, com 300 U de icodeca e 0,86 mg de semaglutida. Vêm com o sistema aplicador, e uma delas inclui seis agulhas.
- Quatro versões em cartucho de 1 ml ou 1,5 ml, com 700 U/ml de icodeca e 2 mg/ml de semaglutida. Algumas acompanham nove agulhas.
Cada apresentação tem validade de 36 meses.
O que ainda não se sabe
Os documentos divulgados não informam quando o Kyinsu chegará às farmácias, quanto vai custar nem se será oferecido pelo SUS. Depois do registro, o preço ainda precisa ser definido pela CMED, a câmara que regula o mercado de medicamentos.



