25/06/2026
Brasil Saúde

Vacinação contra pólio ganha reforço aos 4 anos e passa a ser feita apenas com dose injetável

As crianças brasileiras voltarão a receber uma dose adicional de proteção contra a poliomielite aos 4 anos de idade. A aplicação do reforço passa a integrar novamente o calendário vacinal do Sistema Único de Saúde (SUS) e estará disponível nas unidades de saúde de todo o país a partir de 3 de agosto.

A principal mudança é que todo o esquema vacinal será realizado exclusivamente com a vacina injetável, produzida com vírus inativado. A tradicional vacina oral, conhecida popularmente como “gotinha”, deixou de ser utilizada na rotina de imunização infantil.

A decisão foi adotada pelo Ministério da Saúde após avaliações técnicas apontarem que, embora extremamente raro, o vírus enfraquecido presente na vacina oral pode sofrer alterações genéticas e voltar a causar a doença. Com isso, o país passa a adotar apenas a versão injetável, considerada mais segura para a prevenção.

O novo calendário prevê três doses iniciais da vacina nos primeiros meses de vida, um reforço aos 15 meses e um segundo reforço aos 4 anos de idade, totalizando cinco aplicações.

Segundo especialistas em imunização, a dose adicional é importante para manter a proteção em níveis elevados durante a infância. A medida busca reforçar a defesa das crianças antes do ingresso na fase escolar, período em que há maior convivência em ambientes coletivos.

Apesar de o Brasil não registrar casos de poliomielite desde 1989, as autoridades de saúde alertam que a vacinação continua sendo indispensável. O país recebeu, em 1994, o certificado internacional de área livre da circulação do vírus, mas a doença ainda é registrada em algumas regiões do mundo.

Conhecida também como paralisia infantil, a poliomielite é uma infecção viral que, em casos mais graves, pode atingir o sistema nervoso, provocar paralisias permanentes e até levar à morte. Antes da ampla cobertura vacinal, a doença causou milhares de casos no Brasil e representava uma das maiores preocupações da saúde pública.

Diante desse cenário, o Ministério da Saúde reforça a orientação para que pais e responsáveis mantenham a carteira de vacinação das crianças atualizada, garantindo a continuidade da proteção contra uma doença que já foi responsável por grandes epidemias no país.

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