Quase metade dos estudantes brasileiros utiliza chatbots de inteligência artificial pelo menos uma vez por semana para realizar atividades escolares. Segundo o Pisa 2025, divulgado nesta terça-feira (8), o índice no Brasil é de 48%, acima da média de 46% registrada nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Apesar do uso frequente da IA, as escolas brasileiras ainda apresentam baixa capacidade de integrar recursos digitais ao ensino. Nesse indicador, o Brasil obteve pontuação de -0,86, enquanto a média da OCDE ficou em -0,03.
Os estudantes brasileiros utilizam dispositivos digitais para aprender durante 1,3 hora por dia na escola, abaixo da média de 1,7 hora da OCDE.
Distração e celulares
No Brasil, 25% dos alunos disseram que os dispositivos digitais provocam distração durante as aulas de ciências. Esses estudantes registraram desempenho 19 pontos menor na disciplina. Na média da OCDE, a diferença foi de 11 pontos.
A proporção de alunos brasileiros em escolas que proíbem celulares passou de 37%, em 2022, para 81%, em 2025. Na OCDE, o índice subiu de 34% para 49%.
Segundo a organização, a inteligência artificial pode contribuir para o aprendizado quando utilizada com orientação pedagógica. No entanto, delegar tarefas à tecnologia pode melhorar o trabalho apresentado sem garantir que o estudante tenha realmente aprendido.
O Pisa avaliou cerca de 760 mil estudantes de 15 anos em 91 países e economias. No Brasil, participaram 30.140 alunos. A aplicação nacional foi coordenada pelo Inep.



