Esses últimos dias nos mostraram o que estar por vir em matéria de disputa eleitoral. Penduricalhos é o que não faltam para iludir um pouco mais os brasileiros, em especial os menos observadores. A queda da tal ´taxa das blusinhas´ tem mostrado um recuo significativo do governo, visando demonstrar um pedido de desculpas, uma mea culpa a grande parte dos brasileiros que se deliciavam com compras on line de produtos estrangeiros até então livres de impostos.
Por outro lado, surge um discurso que não combina com o viés esquerdista do governo que aí está no tocante a promessas de combate (só agora) a facções criminosas e a grupos criminosos no país, inclusive com promessa de liberação de muitos bilhões de reais para a segurança pública e até mesmo criação de um ministério (isso mesmo, pasmem, com outros tantos cargos em nomeação), tudo sob o discurso da contenção da violência que reina país afora.
Ouvimos ainda aplausos ao tal ´desenrola´, que promete absolver de dívidas os endividados, sem se notar que quem mais ganha com isso são os bancos; sim, os bancos, mesmo porque esses terão acesso a saldos de contas de FGTS de devedores, e serão aqueles que efetivamente receberão com garantia, dinheiro esquecido dos brasileiros em contas nunca procuradas. Sobre o ´desenrola´, dou um pitaco na questão moral desse ´perdão estatal´: como fica aquele brasileiro que se desdobrou, trabalhou a mais, deixou de comprar isso ou aquilo, para honrar seus compromissos pontualmente?
Que vantagem teve o cidadão honesto e pagador de imposto, frente a um programa extremamente politiqueiro que só beneficia os inadimplentes contumazes? Por fim, a onda forte de propaganda do fim da escala 6×1, num discurso a todo brasileiro (ao menos os que são empregados), que em tese deverão ter um dia a mais de folga com a manutenção do salário que lhe é pago mensalmente!
Esse discurso, essa é a promessa, que não apresenta qualquer solução ou indicação de apoio a quem paga os salários desses trabalhadores a serem beneficiados (caso aprovada essa medida). O discurso politiqueiro deixa de lado a atenção ao que os empregadores e empreendedores tem a dizer do custo de um empregado já no sistema ainda vigente, e que dirá numa intenção de diminuição de jornada sem diminuição de salário.
Particularmente, já me posicionei pela livre negociação entre empregados e empregadores, balizados por salários em categoria, trabalhando quem quer por quantas horas entender necessárias a sua condição de vida. Mas no nosso país, o que vale mesmo é o tudo ou nada para se manter no poder ! Em pleno dia de comemoração da ´abolição da escravatura´, continuamos escravos, principalmente de um discurso hipócrita e inconsequente que só busca fins eleitorais. Somos escravizados por um estado inchado e gordo, tirano e ineficaz na gestão da ‘coisa pública’ – tanto na questão econômica, quanto social, somando-se a uma insegurança jurídica que se vê a olhos nus, com a perda de valores nas relações pessoais e cívicas.
Infelizmente vemos condutas e desvios de valores públicos, suprimidos por interesses de grupos políticos e interesses particulares. Se você leitor não acredita no que estou falando, assista os inúmeros vídeos disponíveis na mídia sobre a posse do Ministro Nunes Marques na presidência do TSE; observe a relação amigável de todos, juntos e misturados, aguardando as disputas de poder na política que virão em outubro.
Continuaremos escravos e vitimados pelo populismo eleitoral ?




