A morte de uma criança de 3 anos após picada de escorpião em Conchal passou a ser investigada pela Polícia Civil. O delegado titular do município, Dr. Luis Henrique Lima Pereira, confirmou a instauração de inquérito para apurar as circunstâncias do caso e possíveis responsabilidades no atendimento, conforme informou o Portal F5 de Notícias de Conchal.
O caso ocorreu na noite de terça-feira (31), no bairro Esperança I. Segundo relato do pai, a criança foi picada dentro de casa e levada ao Hospital e Maternidade Madre Vannini. A família aponta demora no atendimento inicial, dificuldade na identificação da gravidade e ausência de soro antiescorpiônico na unidade no momento do atendimento.

Diante da piora do quadro clínico, a criança foi transferida para a Santa Casa de Araras, mas não resistiu e morreu na manhã de quarta-feira (1º).
De acordo com o delegado, o material já reunido permite a abertura formal do inquérito. A investigação deve incluir a análise de prontuários médicos, além da oitiva de enfermeiros e médicos envolvidos no atendimento. Também serão acionados o Instituto Médico Legal (IML) e o Conselho Regional de Medicina (CRM) para verificar se houve eventual atraso, condições inadequadas de atendimento e se isso contribuiu para a morte.
A Polícia Civil informou ainda que a família será ouvida em momento posterior, respeitando o período de luto.
Em nota, o Hospital e Maternidade Madre Vannini afirmou que adotou as medidas compatíveis com sua estrutura e que não integra a rede de unidades com disponibilidade de soro antiescorpiônico, cuja distribuição é regulada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo o Ministério da Saúde, acidentes com escorpiões em crianças são considerados potencialmente graves e exigem atendimento imediato, sendo o tempo entre a picada e o início do tratamento um fator determinante para o prognóstico.
O corpo da criança foi sepultado na manhã de quinta-feira (2), no Cemitério Municipal de Conchal, sob forte comoção de familiares e moradores.



