Familiares da criança de 3 anos, que morreu após ser picada por um escorpião em Conchal (SP), reclamaram de demora no atendimento no Hospital e Maternidade Madre Vannini, conforme noticiou o G1.
Segundo relato do pai, o menino deu entrada na unidade com fortes dores e outros sintomas, mas permaneceu em observação por cerca de seis horas antes de ser transferido para a Santa Casa de Araras, referência para esse tipo de atendimento na região.
Durante esse período, de acordo com a família, houve demora na identificação da gravidade do caso. A criança apresentava dores intensas, vômitos frequentes e salivação excessiva, sinais de agravamento do envenenamento.
Ainda conforme o relato, a transferência só ocorreu após piora significativa do quadro clínico. O transporte foi realizado pelo Samu e, durante o trajeto até Araras, a criança sofreu uma parada cardíaca.
Na Santa Casa de Araras, o paciente já chegou em estado grave, recebeu o soro antiescorpiônico e foi entubado, mas não resistiu e morreu na manhã do dia seguinte.
Em nota, a Prefeitura de Conchal informou que o município não é referência para aplicação do soro antiescorpiônico e que os casos são encaminhados para cidades da região, como Araras, conforme diretrizes da Secretaria Estadual de Saúde.
Já o Hospital e Maternidade Madre Vannini afirmou que adotou as medidas possíveis dentro de sua estrutura e destacou que não possui UTI pediátrica nem integra a rede de unidades com estoque do soro, cuja distribuição é regionalizada pelo SUS.




