A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul trabalha com a hipótese de que um acidente provocou a queda de uma caminhonete Chevrolet S10 no Rio Ivinhema, entre os municípios de Angélica e Nova Andradina. O casal que estava no veículo teria entrado por engano em uma rampa de acesso ao rio, acreditando que se tratava de mais um trecho de estrada alagada.
O acidente aconteceu na noite de domingo (1º). A mulher, identificada como Estela Thomazetto, de 48 anos, foi encontrada morta no interior da caminhonete, localizada submersa. O companheiro dela, João Luiz dos Santos, de 56 anos, continua desaparecido. As equipes de resgate mantêm as buscas.
Imagens ajudaram a esclarecer o acidente
De acordo com o delegado responsável pela investigação, Gustavo Oliveira, a análise de imagens de câmeras de segurança reforçou a possibilidade de uma entrada acidental no rio.
Os registros mostram que, aproximadamente quatro segundos depois de a caminhonete acessar a água, o motorista acionou o freio e tentou engatar a marcha à ré. A movimentação indica que ele pode ter percebido o erro e tentado retornar, mas não conseguiu evitar que o veículo afundasse.
Outro fator considerado pelos investigadores é que o casal não conhecia aquela região, onde fica um condomínio fechado com acesso ao rio.
Estradas alagadas podem ter provocado confusão
A investigação também considera as condições das estradas próximas ao local. Segundo a Polícia Civil, havia diversos trechos alagados, com água chegando à altura das rodas de veículos altos, como caminhonetes.
Essa situação pode ter levado os ocupantes a interpretar a rampa de acesso ao rio como uma continuação da estrada coberta pela água.
A polícia também recebeu relatos de que o casal teria consumido bebidas alcoólicas durante o dia. Essa informação integra as circunstâncias analisadas, mas não representa, por si só, uma confirmação de embriaguez ao volante.
Polícia não encontrou indícios de crime
Com os elementos reunidos até o momento, a Polícia Civil não identificou sinais de feminicídio, suicídio ou violência entre os ocupantes. A principal linha de investigação permanece sendo a de acidente provocado por erro de percepção do acesso ao rio.
A perícia também indicou que a caminhonete afundou rapidamente. O local apresenta profundidade de aproximadamente seis metros já nos primeiros metros após a rampa, o que teria dificultado a saída dos ocupantes.
A força da correnteza ainda deslocou o veículo por cerca de 40 metros pelo fundo do rio.
Buscas continuam
O corpo de Estela foi localizado na segunda-feira (2), dentro da caminhonete. Já João Luiz ainda não havia sido encontrado até a divulgação das informações nesta terça-feira (3).
As equipes do Corpo de Bombeiros continuam os trabalhos de busca no Rio Ivinhema. A Polícia Civil prossegue com a investigação para esclarecer completamente as circunstâncias da ocorrência.



