A saída de Cármen Lúcia do TSE aconteceu antes do fim oficial do mandato dela, que iria até 3 de junho. Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (13), a ministra decidiu não permanecer no período restante e abriu espaço para uma nova eleição interna no STF para definir quem assume a vaga de ministro efetivo no Tribunal Superior Eleitoral.
O movimento já vinha sendo preparado desde abril. Na época, Cármen Lúcia havia antecipado a transição do comando do TSE alegando necessidade de estabilidade e organização das eleições de 2026. Ela afirmou que faltariam pouco mais de 100 dias para o pleito quando seu mandato acabaria e que os novos dirigentes precisavam de tempo para montar equipes e conduzir o planejamento eleitoral.
Com a mudança, Kassio Nunes Marques assumiu a presidência do TSE nesta semana, tendo André Mendonça como vice-presidente. Ambos são ministros do STF indicados por Jair Bolsonaro.
Outro ponto importante é que Dias Toffoli, atualmente ministro substituto no TSE, passou a ter direito de assumir como membro efetivo da Corte Eleitoral. Porém, isso depende de votação interna do STF, convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin. O resultado deve ser anunciado em plenário.
A mudança também chama atenção porque o TSE ficará sob comando de Nunes Marques durante as eleições gerais de 2026, que acontecem em outubro.



