20/06/2026
Polícia Região

Polícia prende mais três suspeitos por morte de jovem em salto de rope jump sem corda

A investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ganhou novos desdobramentos nesta semana. A Polícia Civil confirmou a detenção de mais três pessoas suspeitas de envolvimento no caso da jovem que morreu após ser lançada de uma ponte sem estar presa ao equipamento de segurança durante uma atividade de rope jump na região de Limeira.

A informação foi divulgada pelo delegado seccional Antônio Luiz Tuckumantel. Segundo a polícia, os novos detidos seriam moradores do Rio de Janeiro. Até o momento, as autoridades não divulgaram em qual cidade ocorreram as prisões nem qual teria sido a participação específica de cada um deles na ocorrência.

Com as novas detenções, o caso passa a envolver seis investigados. Três deles já haviam sido presos no dia do acidente e permanecem detidos após decisão da Justiça, que negou pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa.

Instrutores continuam presos

Os três primeiros presos são apontados como responsáveis pela operação do salto realizado pela vítima. Eles foram autuados por homicídio com dolo eventual — quando se assume o risco de produzir o resultado fatal.

Durante os depoimentos prestados à Polícia Civil, os instrutores não conseguiram esclarecer como ocorreu a falha que resultou na morte da jovem. Segundo os investigadores, os responsáveis demonstraram desorientação ao relatar os fatos e não souberam apontar quem deveria realizar a conferência final dos equipamentos antes da execução do salto.

Falha de segurança foi determinante

Maria Eduarda morreu após cair de aproximadamente 40 metros de altura. Conforme apurado pela polícia, a corda que deveria estar conectada ao equipamento de segurança da vítima não foi presa ao seu corpo e permaneceu enrolada sobre a estrutura da ponte.

Testemunhas ouvidas durante a investigação afirmaram que os protocolos básicos de checagem não teriam sido executados antes da autorização para o salto.

Outro fator que chamou a atenção dos investigadores é que o grupo responsável pela atividade não possuía empresa formalmente constituída para oferecer esse tipo de serviço.

Caso segue sob investigação

Inicialmente, seis pessoas chegaram a ser conduzidas à delegacia após a tragédia. No entanto, apenas os três instrutores tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva. Agora, com a detenção de outros três suspeitos, a Polícia Civil busca esclarecer a participação de cada um na organização e execução da atividade que terminou em morte.

As investigações continuam e novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos da polícia.

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