02/06/2026
Polícia Região

Vigilante é preso após enteada de 12 anos gravar abusos pelo celular

A Polícia Civil prendeu temporariamente, nesta terça-feira (2), um homem de 60 anos sob a suspeita de estuprar as próprias enteadas, de 12 e 15 anos. A prisão ocorreu na cidade de Campinas (SP), no momento em que o suspeito, que atua profissionalmente como vigilante, se deslocava para o seu local de trabalho.

A Prova do Crime e a Denúncia

O histórico de abusos foi interrompido graças à ação da vítima mais nova. De acordo com as informações apuradas pela 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), a menina de 12 anos relatou que vinha sofrendo as violências desde os seus 8 anos de idade. Para comprovar os crimes, ela conseguiu posicionar um aparelho celular e gravar um dos episódios recentes.

O vídeo, que possui cerca de dois minutos de duração, foi entregue por ela à avó. Imediatamente após assistir ao conteúdo, a familiar retirou as netas da residência e procurou o plantão policial para registrar a ocorrência, anexando as imagens como prova documental primária.

Dinâmica Familiar e Prisão

Com o material em mãos, a delegada titular da 1ª DDM, Ana Carolina Bacchi, solicitou à Justiça o mandado de prisão temporária do indivíduo, que foi prontamente expedido e cumprido.

Segundo as investigações iniciais, o silêncio prolongado das vítimas era motivado pelo medo. A delegada responsável pelo caso explicou as circunstâncias dentro da residência:

“Infelizmente, é um estupro de vulnerável ocorrido dentro de casa. A mãe, num primeiro momento, nunca esteve presente, nunca teria visto. Elas não teriam contado esses fatos à genitora temendo represálias, porque ele aparentemente é agressivo.”

Próximos Passos da Investigação

As autoridades policiais agora aprofundam o inquérito para verificar a total extensão dos crimes cometidos pelo suspeito. O foco das atuais diligências inclui:

  • Busca por novas vítimas: Como o vigilante possui outros filhos e enteados, a Polícia Civil investiga se há mais crianças ou adolescentes abusados na família.

  • Acolhimento: As adolescentes permanecem retiradas do convívio com o agressor e encontram-se em segurança, sob a guarda e os cuidados da avó.

  • Escuta especializada: As vítimas passarão pelos protocolos legais de depoimento especial e exames periciais complementares para a conclusão do inquérito.

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