O ex-presidente Donald Trump, pré-candidato republicano à Casa Branca em 2024, assinou uma nova ordem executiva que proíbe a entrada de cidadãos de 12 países nos Estados Unidos. A medida também impõe restrições parciais a vistos de outras sete nações.
Entre os países com proibição total de entrada estão: Irã, Afeganistão, Iêmen, Somália, Sudão, Líbia, Haiti, Mianmar, Chade, Guiné Equatorial, Congo e Eritreia. Já as restrições parciais atingem vistos temporários (como turismo e intercâmbio) de cidadãos de Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela.
O decreto entrou em vigor no início de junho e, segundo o governo Trump, tem como base falhas desses países na cooperação com os EUA para verificação de antecedentes, deportações e controle migratório, além de riscos à segurança nacional.
A medida prevê exceções para portadores de green card, diplomatas, cidadãos com dupla nacionalidade utilizando passaporte de país não afetado, atletas em competições internacionais e alguns casos humanitários, como iranianos perseguidos e afegãos com visto especial.
O novo decreto retoma uma política semelhante à implementada por Trump durante seu primeiro mandato e já é alvo de críticas de entidades de direitos humanos e governos estrangeiros, que classificam a ação como discriminatória. O governo também avalia aplicar sanções semelhantes a outras 36 nações que não cumprem exigências de controle migratório.



