O presidente Luiz Inácio Lula da Silva relatou, nesta sexta-feira (3), que enfrentou problemas em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) quando se preparava para viajar à Ilha do Marajó, no Pará. Segundo ele, houve uma falha no motor ainda em solo, o que obrigou a equipe a interromper a decolagem.
“Tivemos que descer do avião com medo que o avião pegasse fogo”, afirmou Lula durante entrevista. O episódio ocorreu no momento em que o presidente cumpria agenda oficial na região amazônica.
De acordo com informações do Palácio do Planalto e da FAB, a aeronave que apresentou a falha foi um C-105 Amazonas, modelo utilizado para transporte de tropas e deslocamentos em pistas menores. Após a identificação do problema técnico-operacional, Lula e sua comitiva seguiram viagem em um avião reserva, do modelo C-97 Brasília, o que permitiu que a programação fosse mantida sem atrasos significativos.
A FAB ressaltou que os protocolos de segurança foram adotados e que o incidente não representou risco à integridade do presidente e dos demais passageiros. “As aeronaves passam por constantes revisões e, quando qualquer falha é identificada, medidas imediatas são tomadas para garantir a segurança do voo”, informou a instituição.
Este é o segundo episódio recente de falha em aeronaves utilizadas em missões presidenciais. Em 2024, um avião do governo apresentou problemas técnicos durante o retorno de Lula do México. O caso reacende o debate sobre a manutenção da frota presidencial e a necessidade de investimentos em equipamentos que atendam aos padrões exigidos de segurança.



