O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, celebrou publicamente a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro, capturado em uma operação conduzida pelos Estados Unidos, e afirmou que a ação representa “uma janela de esperança” para o povo venezuelano e a possibilidade de reconstrução institucional do país.
Em declarações publicadas nas redes sociais, Tarcísio classificou a prisão como o símbolo do fim de uma ditadura que, segundo ele, mergulhou a Venezuela em crise econômica, política e humanitária. O governador elogiou a atuação norte-americana e afirmou que o episódio pode abrir caminho para a retomada da democracia e para a recuperação das liberdades civis no país vizinho.
A captura de Maduro foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que informou que forças americanas realizaram uma operação de grande escala durante a madrugada, retirando o líder venezuelano do país por via aérea. De acordo com Washington, Maduro deverá responder a acusações criminais em tribunais norte-americanos, relacionadas a narcotráfico e outras atividades ilegais atribuídas ao alto escalão do regime chavista.
A operação provocou forte repercussão internacional e dividiu opiniões na América Latina e em outros países. No Brasil, enquanto líderes da direita comemoraram a prisão de Maduro, o governo federal adotou tom crítico. Em nota e declarações públicas, o Palácio do Planalto afirmou que a ação dos Estados Unidos ultrapassa limites do direito internacional e fere a soberania da Venezuela, posição alinhada à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Especialistas em relações internacionais avaliam que a prisão de Maduro representa um ponto de inflexão na crise venezuelana, mas alertam para os riscos de instabilidade no curto prazo, especialmente diante da ausência imediata de uma transição política claramente definida. Organismos multilaterais acompanham a situação, enquanto países da região monitoram possíveis impactos econômicos e migratórios.
Até o momento, autoridades venezuelanas não divulgaram informações detalhadas sobre a situação interna do país após a operação, e não há confirmação oficial sobre quem assumirá o comando do governo de forma interina.



