Pacientes com diferentes tipos de câncer passam a contar com novas opções de tratamento na rede pública de saúde. O Ministério da Saúde iniciou nesta semana a oferta de nove medicamentos oncológicos de alta tecnologia pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A medida deve beneficiar mais de 116 mil pessoas e contempla 13 indicações para o tratamento da doença. A distribuição começa em 20 centros especializados, localizados nas diferentes regiões brasileiras, com previsão de expansão para as demais unidades até o final de 2026.
Segundo o Ministério da Saúde, o investimento anual previsto para a aquisição desses nove medicamentos é de R$ 155,4 milhões. A iniciativa integra uma estratégia mais ampla para ampliar o acesso a terapias contra o câncer na rede pública.
Medicamentos atendem diferentes tipos de câncer
A nova lista contempla tratamentos para câncer de mama, próstata, pulmão, estômago, rim e tireoide, além de determinados tipos de leucemia, linfoma e tumores neuroendócrinos.
Confira os medicamentos incluídos e suas indicações:
- Trastuzumabe: câncer de estômago e da junção entre o estômago e o esôfago.
- Abemaciclibe: determinados casos de câncer de mama em estágio inicial.
- Acetato de lanreotida: tumores neuroendócrinos.
- Pazopanibe: câncer renal metastático de células claras.
- Rituximabe: leucemia linfocítica crônica e determinados tipos de linfoma.
- Abiraterona: diferentes situações de câncer de próstata.
- Gefitinibe: câncer de pulmão de células não pequenas, em primeira linha de tratamento.
- TSH recombinante (alfatirotropina): câncer diferenciado de tireoide em pacientes com indicação de tratamento com iodo radioativo.
- Sunitinibe: câncer renal metastático e determinados casos de tumores gastrointestinais avançados.
A indicação de cada medicamento depende das características do tumor, do estágio da doença e da avaliação da equipe médica.
Governo prevê ampliar a oferta até dezembro
A incorporação desses nove medicamentos é parte de um plano para disponibilizar 23 novos fármacos oncológicos no SUS até o fim do ano. De acordo com o Ministério da Saúde, a ampliação representará um aumento de 35% nas alternativas de medicamentos disponíveis na rede pública.
A expectativa é facilitar o acesso a terapias que, em alguns casos, já haviam sido incorporadas ao sistema, mas ainda não estavam disponíveis de forma efetiva para os pacientes.
O ministério também informou que a estratégia envolve compras centralizadas, negociações de preços e ampliação dos recursos destinados aos serviços de oncologia. O investimento anual previsto para viabilizar o conjunto de 23 medicamentos é de R$ 4 bilhões.
Outras medidas para o diagnóstico precoce
Além dos novos medicamentos, o Ministério da Saúde anunciou a distribuição de 400 mil testes para rastreamento do câncer colorretal. Os exames serão destinados a pessoas assintomáticas de 50 a 75 anos, com o objetivo de identificar quem precisa realizar colonoscopia para investigação.
Também estão em andamento medidas para ampliar o rastreamento do câncer do colo do útero e o acesso a procedimentos cirúrgicos oncológicos minimamente invasivos.
As iniciativas fazem parte dos esforços para ampliar o diagnóstico e o tratamento do câncer no sistema público de saúde brasileiro.



