Parte dos servidores municipais vinculados à Secretaria Municipal de Educação de Rio Claro deve paralisar as atividades nas escolas na manhã desta quinta-feira (28). A mobilização acontece em meio a protestos contra o baixo reajuste salarial proposto pela Prefeitura, bem como a um projeto de lei que prevê mudanças na estrutura de diversos setores públicos, como Saúde e Educação.
A proposta da administração municipal foi de reajuste de 4,56%, percentual que foi rejeitado em assembleia realizada pelo sindicato da categoria. O Sindicato dos Servidores Municipais de Rio Claro (Sindmunic) reivindica 8% de aumento salarial, considerando a defasagem acumulada dos últimos anos e a perda do poder de compra diante da inflação.
Além da insatisfação com o índice de reajuste, os servidores também se posicionam contra o Projeto de Lei Complementar nº 016/2024, enviado pela Prefeitura à Câmara Municipal. Segundo o sindicato, o texto representa riscos à valorização profissional e à estabilidade dos servidores, afetando diretamente as condições de trabalho no funcionalismo.
A paralisação ocorrerá durante meio período, na parte da manhã, e tem como objetivo pressionar o governo municipal a reavaliar a proposta e abrir canal efetivo de diálogo com os trabalhadores.
De acordo com a presidente do Sindmunic, Ana Paula Ribeiro, “não é apenas uma questão de percentual, mas de reconhecimento e respeito com os profissionais que mantêm os serviços públicos funcionando”. O sindicato também alerta que novas mobilizações não estão descartadas, caso não haja avanço nas negociações.
A Prefeitura de Rio Claro ainda não se manifestou publicamente sobre a paralisação parcial, mas mantém a proposta de reajuste em tramitação na Câmara.