Um caso de raiva animal foi confirmado em São João da Boa Vista, reacendendo o alerta das autoridades de saúde para os cuidados com a doença. O diagnóstico envolve uma cachorra de um ano, da raça Pastor Belga Malinois, que vivia no bairro Solário da Mantiqueira.
O animal morreu no dia 7 de agosto e não havia sido vacinado contra a raiva. A confirmação da infecção foi divulgada na quarta-feira (12). Segundo a Vigilância Epidemiológica, o município estava há cerca de 30 anos sem registrar casos da doença.
A cadela começou a apresentar sintomas neurológicos e recebeu atendimento veterinário. Após a morte, material foi coletado pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e encaminhado ao Instituto Pasteur, onde exames confirmaram a presença do vírus.
As autoridades ainda aguardam a identificação da variante responsável pela infecção. A análise poderá indicar se o vírus está relacionado à transmissão por morcegos ou à chamada variante canina.
Contatos com o animal são monitorados
Logo após a confirmação, a Vigilância Epidemiológica iniciou uma investigação para identificar todas as pessoas que tiveram contato com a cachorra.
Familiares, o veterinário que fez o primeiro atendimento, estudantes universitários e profissionais envolvidos na assistência foram avaliados. Aqueles que tiveram contato direto com secreções do animal ou realizaram procedimentos com maior exposição foram incluídos no protocolo de prevenção e receberam vacinação antirrábica.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Ludimila Barros Zan, afirmou que a prioridade é evitar que o vírus chegue a seres humanos.
“Estamos analisando os contatos e assegurando que todos que tiveram contato com o animal estejam protegidos e não haja nenhum caso de raiva humana”, explicou.
Segundo ela, as pessoas consideradas de maior risco já foram vacinadas e seguem sendo acompanhadas pelas equipes de saúde.
Raiva exige atendimento imediato
A raiva é uma doença viral que compromete o sistema nervoso central e apresenta altíssimo risco de morte após o início dos sintomas. Por isso, a identificação de uma possível exposição ao vírus deve ser comunicada imediatamente aos serviços de saúde.
A vacinação regular de cães e gatos continua sendo uma das principais medidas para evitar a circulação da doença.
Morcegos também exigem atenção
Com a confirmação do caso, a Vigilância reforçou ainda as orientações relacionadas aos morcegos, que podem atuar como transmissores do vírus.
A recomendação é não tocar no animal, mesmo que ele esteja aparentemente morto ou debilitado. Crianças e animais domésticos também devem ser mantidos afastados.
Em situações desse tipo, o indicado é acionar o Centro de Controle de Zoonoses, que possui os procedimentos adequados para realizar o recolhimento com segurança.
O caso permanece sob acompanhamento das autoridades sanitárias, que também investigam a origem da infecção e monitoram as pessoas que tiveram contato com o animal.



