O Governo Federal confirmou que o salário-mínimo passará a ser de R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026. O novo valor foi oficializado por meio de publicação no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (24).
O reajuste corresponde a um aumento de 6,8% em relação ao piso atual, o que representa um acréscimo de pouco mais de R$ 100. O percentual supera a última projeção de inflação divulgada pelo Banco Central para este ano, estimada em 4,33%.
O salário-mínimo é o menor valor que um trabalhador com carteira assinada pode receber no Brasil. Conforme estabelece a Constituição Federal, ele deve ser suficiente para garantir as necessidades básicas do trabalhador e de sua família, incluindo moradia, alimentação, saúde, lazer, higiene e transporte.
Apesar do reajuste, estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontam que o valor necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.067,18 — mais de quatro vezes o novo piso nacional previsto para 2026.
Segundo o Dieese, cerca de 62 milhões de brasileiros recebem atualmente o salário-mínimo. A elevação para R$ 1.621 deve gerar um impacto positivo na economia, com a injeção estimada de R$ 81,7 bilhões.



