11/03/2026
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Saiba quais serviços essenciais a Justiça determinou continuar funcionando durante a greve dos servidores em Araras

A decisão da Justiça que analisou a greve dos servidores municipais de Araras determinou que 70% dos trabalhadores lotados em serviços essenciais devem continuar em atividade, mesmo durante a paralisação da categoria.

A medida foi definida em liminar no dissídio coletivo movido pela Prefeitura de Araras contra o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindsepa). A determinação busca evitar prejuízos à população enquanto o movimento grevista segue em negociação.

Na decisão, o Tribunal de Justiça de São Paulo estabeleceu que o percentual mínimo deve ser mantido em todos os serviços considerados essenciais, sob pena de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

Além disso, o documento ressalta que Samu e Guarda Municipal devem permanecer com 100% do efetivo em atividade, garantindo o atendimento integral nessas áreas.

A decisão judicial não obriga profissionais da educação à manter um atendimento mínimo, uma vez que esse tipo de atividade não é considerada essencial pela lei de greve.

O que são considerados serviços essenciais

A decisão judicial menciona os serviços essenciais previstos na Lei de Greve (Lei nº 7.783/1989). A legislação federal define como atividades indispensáveis aquelas que não podem ser interrompidas porque atendem necessidades urgentes da população.

Entre os principais serviços considerados essenciais pela lei estão:

  • atendimento médico e hospitalar
  • serviços de saúde pública
  • distribuição de água
  • transporte coletivo
  • coleta e tratamento de esgoto
  • segurança pública
  • serviços funerários
  • captação e tratamento de lixo

Em serviços dessa natureza, a lei determina que deve ser garantida a manutenção de equipes suficientes para evitar a interrupção do atendimento à população.

Como fica a greve em Araras

Com a decisão judicial, a paralisação dos servidores municipais pode continuar, mas precisa respeitar a manutenção do atendimento mínimo nas áreas essenciais.

A Justiça também marcou uma audiência de conciliação para o dia 16 de março, quando representantes da prefeitura, do sindicato e do Ministério Público devem tentar chegar a um acordo sobre as reivindicações da categoria.

A greve teve início após servidores rejeitarem a proposta apresentada pela prefeitura durante as negociações da campanha salarial. O sindicato afirma que a paralisação é uma forma de pressionar por avanços nas demandas da categoria.

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