06/03/2026
Cidade

Represas de Araras registram queda no nível durante a estiagem e previsão de chuvas só para outubro

As represas que abastecem Araras registram queda nos níveis de água neste período de estiagem. De acordo com levantamento do Saema, a represa Tambury está com 11 metros de volume armazenado, o que corresponde a 73% da capacidade total de 15 metros. Já a Hermínio Ometto opera com 13 metros, equivalente a 81% da capacidade, enquanto a represa Água Boa, mantida como reserva estratégica, soma 11 metros de um total de 16, ou seja, 69% da capacidade.

 

O Saema mantém a captação em todas as represas, exceto na Água Boa, que é preservada para situações mais críticas. Como ação preventiva, a autarquia aumentou o tempo de uso da captação do Rio Guaçu para reduzir a pressão sobre a represa reserva.

Além disso, campanhas de conscientização sobre o uso racional da água estão sendo veiculadas em TVs, rádios, portais de notícias, outdoors e redes sociais, com o objetivo de alertar a população para evitar desperdícios e garantir a segurança hídrica da cidade.

 

Chuvas abaixo do esperado

Os baixos índices de chuva também preocupam. Em fevereiro deste ano, o acumulado foi de apenas 126 milímetros até o dia 22, o que representou 59% da média histórica para o mês, de 214 milímetros. Mesmo com a previsão de novas pancadas, o volume final deve alcançar apenas entre 68% e 73% da média. Já em agosto, até esta quinta-feira (21), não houve registro de chuvas em Araras, o que corresponde a 0% da média mensal esperada de 31 milímetros.

A previsão para os próximos dias não indica chuva significativa. Até o início de setembro, o tempo deve seguir seco, com sol predominante, temperaturas elevadas e baixa umidade relativa do ar. De acordo com dados históricos, Araras atravessa a fase mais seca entre março e outubro. A temporada de chuvas geralmente se inicia apenas a partir da segunda quinzena de outubro, quando a chance diária de precipitação supera os 38%. Em setembro, a probabilidade de chuva permanece baixa no início do mês, subindo gradualmente para cerca de 30% apenas no final do período.

 

Pior período já enfrentado em Araras

O período mais severo já enfrentado pelo município ocorreu em 2014 e 2015, quando as represas chegaram a operar com menos de 10% da capacidade. Na ocasião, foi necessário adotar o racionamento de água em toda a cidade, com fornecimento em regime de 12 horas com abastecimento e 12 horas sem. Também houve reforço emergencial na captação do Rio Mogi Guaçu, a fim de evitar o colapso no sistema. A crise refletia o cenário regional da seca no Sudeste, considerada a pior em cem anos.

Atualmente, embora a situação seja de atenção, o Saema afirma que o abastecimento segue garantido. A orientação, porém, é para que a população colabore com o uso consciente da água até a chegada do próximo período chuvoso.

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