10/03/2026
Saúde

Quase metade dos adultos no Brasil é sedentária; especialistas alertam para riscos à saúde

O estilo de vida cada vez mais conectado e com longos períodos diante de computadores e celulares tem reduzido o nível de atividade física da população. Esse cenário preocupa especialistas em saúde, já que a falta de movimento está diretamente ligada ao aumento de doenças crônicas e problemas metabólicos.

Levantamentos epidemiológicos indicam que cerca de 47% dos adultos brasileiros são sedentários. Entre os jovens, o índice é ainda maior: aproximadamente 84% não atingem o nível mínimo recomendado de atividade física, colocando o Brasil entre os países com maior taxa de sedentarismo na América Latina.

Impactos no organismo

O corpo humano foi projetado para se movimentar. Quando a rotina é marcada por longos períodos sentado ou com pouca atividade física, o metabolismo sofre alterações importantes.

A inatividade reduz o gasto de energia do organismo, prejudica o controle da glicose no sangue e favorece o acúmulo de gordura corporal. Além disso, pode provocar alterações metabólicas como resistência à insulina, aumento de processos inflamatórios e problemas na circulação sanguínea, fatores que contribuem para o surgimento de doenças cardiovasculares.

Pesquisas também apontam que pessoas sedentárias têm maior probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2, hipertensão arterial e doenças do coração, além de apresentarem maior risco para alguns tipos de câncer.

Benefícios vão além do peso

Apesar de muitas pessoas associarem exercícios físicos apenas ao controle da balança, os efeitos positivos da prática regular são muito mais amplos.

A atividade física contribui para melhorar a sensibilidade do organismo à insulina, fortalece músculos e ossos, estimula a circulação e ajuda a preservar a autonomia física ao longo do envelhecimento. O movimento também impacta diretamente a saúde mental, ajudando a reduzir sintomas de ansiedade e depressão, além de melhorar o humor e a qualidade do sono.

Quanto exercício é recomendado

Para obter benefícios à saúde, não é necessário adotar treinos intensos ou rotina de atleta. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada para adultos — o equivalente a cerca de 30 minutos por dia, cinco vezes por semana.

Atividades simples como caminhadas, andar de bicicleta, dançar ou praticar esportes recreativos já são suficientes para estimular o organismo. Especialistas ressaltam que a regularidade é mais importante do que a intensidade.

Pequenas mudanças no dia a dia também ajudam a reduzir o sedentarismo, como optar por escadas em vez de elevador, caminhar mais e diminuir o tempo sentado.

Data reforça alerta

O tema ganha destaque nesta terça-feira (10), quando é celebrado no país o Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo. A data busca conscientizar a população de que se manter em movimento não é apenas uma questão de estilo de vida, mas uma necessidade fundamental para preservar a saúde e prevenir doenças.

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