A hipertensão arterial, mais conhecida como pressão alta, é uma condição crônica em que a força do sangue contra as paredes das artérias permanece elevada por longos períodos. Essa elevação faz o coração trabalhar mais do que o normal para bombear sangue pelo corpo e aumenta o risco de problemas sérios, como infarto, AVC e insuficiência renal. No Brasil, a doença é uma das principais causas de morte e incapacidade.
O que é pressão alta
A pressão arterial é medida em dois números:
- Pressão sistólica (o número maior): força do sangue quando o coração bate.
- Pressão diastólica (o número menor): pressão quando o coração está em repouso.
Tradicionalmente, considera-se hipertensão quando a pressão é igual ou superior a 140/90 mmHg.
Sintomas
A hipertensão é frequentemente chamada de “doença silenciosa” porque muitas pessoas não apresentam sintomas até que ocorram complicações graves. Quando aparecem, os sinais podem incluir: dor de cabeça intensa, tontura, zumbido no ouvido, visão embaçada, sangramento nasal ou dor no peito.

Como é feito o diagnóstico
A única forma confiável de saber se você tem pressão alta é medindo a pressão arterial. Isso pode ser feito em consultórios médicos, farmácias ou em casa com um aparelho apropriado. Para confirmar o diagnóstico, são necessárias múltiplas medições em dias diferentes e, em alguns casos, monitoramento ambulatorial por 24 horas.
Tratamento
A hipertensão não tem cura, mas pode ser controlada. O tratamento normalmente inclui:
- Mudanças no estilo de vida: reduzir sal, manter peso saudável, praticar atividade física, limitar álcool e parar de fumar.
- Medicação: quando indicada pelo médico, para manter a pressão dentro de metas seguras.
- Acompanhamento médico regular para ajustar o tratamento conforme necessário.
Nova diretriz sobre hipertensão
Em 2025, especialistas brasileiros atualizaram a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. Uma das principais mudanças é que valores antes considerados normais, como 120/80 mmHg, agora são classificados como pré-hipertensão, indicando maior risco futuro. A ideia é antecipar intervenções preventivas, como mudanças no estilo de vida, antes de iniciar medicamentos. A diretriz também sugere metas mais rígidas de pressão para quem já é hipertenso e reforça o acompanhamento contínuo com profissionais de saúde.



