A Polícia Militar do Estado de São Paulo oficializou a transferência para a reserva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, investigado pela morte da esposa, a soldado da PM Gisele Alves Santana. A decisão foi publicada nesta terça-feira (9) no Diário Oficial do Estado.
Com a medida, o oficial deixa de integrar o quadro ativo da corporação e passa à condição de inativo, equivalente à aposentadoria no sistema militar. O ato administrativo foi assinado pelo diretor de Inatividade e Pensão Militar, coronel Antonio Thomazelli Júnior.
Geraldo Neto está preso preventivamente desde março deste ano. Ele é acusado de feminicídio e fraude processual no caso envolvendo a morte da policial militar Gisele Alves.
A partir da publicação da aposentadoria, os vencimentos do tenente-coronel deixam de ser pagos pela Polícia Militar e passam a ser administrados pela São Paulo Previdência (SPPrev), órgão responsável pelas aposentadorias e pensões dos servidores estaduais civis e militares.
Em nota, a SPPrev confirmou que assumiu os pagamentos ao oficial neste mês de junho. Já a Polícia Militar informou que a eventual perda definitiva da patente, do posto e dos vencimentos depende de decisão final da Justiça Militar paulista.
Paralelamente ao processo criminal, segue em andamento um Conselho de Justificação instaurado pela corporação em 31 de março. O procedimento interno avalia a permanência do oficial nos quadros da instituição.
O advogado Miguel José da Silva Junior, representante da família da soldado Gisele Alves, criticou anteriormente a aposentadoria do acusado. Segundo ele, a medida não impede eventual exclusão definitiva do militar da corporação.
A Corregedoria da Polícia Militar concluiu o Inquérito Policial Militar relacionado ao caso e encaminhou o material à Justiça. A Polícia Civil também finalizou as investigações, que já foram remetidas ao Poder Judiciário.



