10/10/2026
Brasil Econonia

Pix supera 1 bilhão de chaves cadastradas e movimenta R$ 3,2 trilhões em um mês

O Pix ultrapassou a marca de 1 bilhão de chaves cadastradas no Brasil em setembro de 2026. Segundo dados do Banco Central (BC), o sistema encerrou o mês com aproximadamente 1,008 bilhão de registros, consolidando a presença dos pagamentos instantâneos na rotina financeira de milhões de brasileiros.

O crescimento foi de cerca de 10 milhões de chaves em relação a agosto. Na comparação com dezembro de 2025, quando havia aproximadamente 920 milhões de registros, o aumento chegou a cerca de 88 milhões.

Apesar do número expressivo, a quantidade de chaves não corresponde ao total de usuários. Isso acontece porque uma mesma pessoa ou empresa pode cadastrar diferentes identificadores para suas contas. Atualmente, o Pix reúne cerca de 170 milhões de clientes, entre pessoas físicas e jurídicas.

Chaves aleatórias lideram os cadastros

Mais da metade dos registros utiliza chaves aleatórias, recurso que permite receber pagamentos sem precisar informar diretamente dados pessoais, como CPF, telefone ou e-mail.

Confira a distribuição das principais modalidades:

  • Chaves aleatórias: 526,8 milhões de registros;
  • Número de celular: 166,3 milhões;
  • CPF: 153,9 milhões;
  • E-mail: 144,6 milhões.

Os números mostram a preferência dos usuários por diferentes formas de identificação para receber transferências. As chaves podem ser cadastradas e administradas diretamente nos aplicativos ou serviços de internet banking das instituições financeiras.

Pessoas físicas concentram a maioria dos registros

Do total de chaves contabilizadas no fim de setembro, 956,7 milhões estavam vinculadas a pessoas físicas, enquanto 51,2 milhões pertenciam a empresas.

Pelas regras do sistema, cada pessoa física pode cadastrar até cinco chaves por conta, enquanto pessoas jurídicas podem registrar até 20. Uma mesma chave, porém, não pode ficar vinculada simultaneamente a mais de uma conta.

O cadastramento não é obrigatório para utilizar o Pix. Também é possível realizar transferências com os dados bancários do destinatário ou por meio de recursos como o QR Code.

Movimentação chegou a R$ 3,2 trilhões

Além do crescimento no número de cadastros, o volume financeiro movimentado pelo sistema também chama a atenção.

Em setembro, foram processadas aproximadamente 7,1 bilhões de transações pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), do Banco Central, movimentando cerca de R$ 3,2 trilhões.

O mecanismo permite que transferências entre diferentes instituições financeiras sejam liquidadas em tempo real. Operações entre clientes de uma mesma instituição podem ocorrer internamente, sem passar pelo SPI.

Lançado em novembro de 2020, o Pix permite realizar pagamentos e transferências a qualquer hora, inclusive aos fins de semana e feriados. A combinação de rapidez e facilidade de uso ajudou a ampliar sua presença no comércio e nas transações entre pessoas.

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