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Piloto investigado por exploração sexual infantil fez 11 vítimas, aponta Polícia Civil de SP

A Polícia Civil de São Paulo solicitou ao Ministério Público, na última quarta-feira (1º), a prisão preventiva do piloto Sergio Antonio Lopes, de 60 anos. Ele é investigado sob suspeita de liderar um esquema de exploração sexual de menores.

O pedido foi feito após a conclusão do inquérito conduzido pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia, ligada ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a investigação, Lopes e outras cinco mulheres estariam envolvidos em ao menos 11 crimes, com 11 vítimas identificadas — sendo dez menores de idade.

De acordo com os investigadores, como os delitos foram individualizados por vítima, o número total de acusações pode ultrapassar uma centena. Entre os crimes atribuídos ao grupo estão estupro de vulnerável, produção e compartilhamento de pornografia infantil, aliciamento de menores, perseguição, coação, falsa identidade e organização criminosa.

A defesa de Lopes informou, por meio da advogada Claudia Apolonia Barboza, que não comentará o caso em detalhes devido ao segredo de Justiça. A defesa afirma confiar na análise do Judiciário e sustenta que há fatores médicos que teriam impactado o comportamento do acusado, incluindo uma cirurgia e tratamento que teriam causado alterações químicas e comportamentais.

O piloto está preso desde 9 de fevereiro, quando foi detido no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, momentos antes de embarcar para o Rio de Janeiro. Após a repercussão do caso, ele foi desligado da companhia aérea em que trabalhava.

Diferentemente da prisão temporária — que possui prazo determinado —, a prisão preventiva não tem limite definido e pode ser mantida enquanto houver justificativa legal.

A Secretaria de Segurança Pública confirmou o encerramento do inquérito, mas informou que não divulgará mais detalhes devido ao sigilo judicial.

A investigação faz parte da operação “Apertem os Cintos”, iniciada em outubro de 2025. Na fase mais recente, em março, uma mulher foi presa no bairro do Campo Belo, na capital paulista, suspeita de recrutar outras integrantes para o esquema e de fornecer material envolvendo menores da própria família.

Ainda em março, uma segunda etapa da operação foi realizada no Espírito Santo, resultando em mais uma prisão e na identificação de duas novas vítimas, incluindo uma criança de apenas três anos.

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