Os acidentes com animais peçonhentos seguem em alta em Araras, e as picadas de escorpião continuam sendo as principais ocorrências no município. Segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde, em 2025, foram registrados 163 casos, sendo 118 provocados por escorpiões — o equivalente a cerca de 72% do total.
Na sequência aparecem acidentes com aranhas (27 casos), lagartas (9), serpentes (4), abelhas (2) e outros ou não identificados (3).
Já em 2026, com dados ainda parciais, o cenário se mantém semelhante: dos 25 casos registrados até agora, 18 foram causados por escorpiões, 6 por aranhas e 1 por serpente.

O período mais quente e chuvoso do ano é o mais favorável para a proliferação de escorpiões. Nessas condições, há maior oferta de alimento e abrigo, o que contribui para o aumento da presença desses animais em áreas urbanas.
Os escorpiões se alimentam principalmente de insetos, como baratas, grilos e outros pequenos invertebrados. Por isso, ambientes com acúmulo de lixo, entulho e matéria orgânica favorecem sua presença. Entre os predadores naturais estão galinhas, sapos, lagartos e algumas aves, embora nas cidades esse controle natural seja reduzido.
Para evitar acidentes, a principal recomendação é manter os ambientes limpos e organizados. É importante vedar ralos, frestas em paredes e portas, evitar acúmulo de entulho e lixo, além de manter caixas de gordura e esgoto bem fechadas. Também é indicado sacudir roupas, toalhas e calçados antes de usar, especialmente quando ficam no chão.
A orientação das autoridades de saúde é que, em caso de picada, a vítima procure atendimento imediato na Santa Casa de Araras, referência no atendimento e na aplicação de soro antiveneno no município. O tratamento rápido é essencial para evitar complicações, principalmente em crianças.



