A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (8) que voltará a atuar na distribuição de gás de cozinha (GLP) no varejo, retomando uma atividade da qual estava afastada desde a venda da Liquigás, em 2019, durante o governo Bolsonaro. A decisão ocorre em meio às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos preços elevados do botijão para os consumidores.
A estatal informou que já iniciou estudos e negociações com empresas do setor para estruturar a retomada da operação. Segundo a companhia, a medida faz parte de uma estratégia para ampliar sua presença no mercado de gás e atuar em toda a cadeia de valor, “com foco na modicidade tarifária e na segurança do abastecimento”.
Atualmente, a Petrobras vende o GLP apenas na porta da refinaria para distribuidoras, sem participação direta no atendimento ao consumidor final. Com o retorno ao varejo, a empresa pretende disputar espaço com as distribuidoras privadas que dominam o setor desde a privatização da Liquigás, adquirida pelo grupo Copagaz.
O presidente Lula tem feito reiteradas críticas ao valor cobrado no botijão de gás, principalmente nas regiões mais pobres do país. A volta da Petrobras ao mercado de varejo é vista por integrantes do governo como uma forma de ampliar a concorrência e, eventualmente, reduzir os preços ao consumidor.



