O Ministério Público de Santa Catarina solicitou novas medidas investigativas relacionadas à morte do cão comunitário conhecido como Orelha, ocorrida no início de janeiro na Praia Brava, em Florianópolis. Entre os pedidos encaminhados nesta terça-feira (10) está a exumação do corpo do animal, além da realização de diligências complementares para esclarecer pontos ainda considerados inconclusivos.
A iniciativa foi tomada após análise do inquérito policial e dos registros oficiais do caso. Como o processo tramita sob segredo de Justiça, o Tribunal de Justiça catarinense informou que não pode comentar se a solicitação será autorizada.
Investigações e responsabilizações
O inquérito foi finalizado na última semana e apontou um adolescente como autor das agressões que levaram à morte do cachorro. A polícia solicitou a internação do jovem. Outros três adultos foram indiciados sob suspeita de coação durante o andamento das investigações.
Segundo os investigadores, não há imagens nem testemunhas que tenham presenciado o momento exato das agressões. O laudo técnico se baseou em atendimento veterinário realizado após o ocorrido, que indicou traumatismo na cabeça causado por objeto contundente como provável causa da morte.

Apuração paralela sobre atuação policial
Além da investigação criminal, o Ministério Público instaurou um procedimento para avaliar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel. A medida foi motivada por representações recebidas pelo órgão, que apontam possíveis irregularidades relacionadas ao caso.
O procedimento busca verificar indícios de abuso de autoridade, eventual quebra de sigilo funcional e possíveis atos de improbidade administrativa. A partir dessa análise preliminar, o MP decidirá se abre um inquérito civil para futuras medidas judiciais.
Procurado, o delegado afirmou que ainda não foi oficialmente notificado e declarou que não participou da condução da investigação. Ele também negou qualquer irregularidade ou responsabilidade sobre o caso.



