06/03/2026
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Motociclista que atropelou triatleta Luisa Baptista é condenado a 9 anos de prisão

O motociclista Nayn José Sales foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão em regime fechado por tentativa de homicídio com dolo eventual — quando o autor não tem a intenção direta de matar, mas assume o risco de causar a morte com sua conduta. A decisão foi proferida na noite desta quarta-feira (15), após mais de 10 horas de julgamento no Fórum Criminal de São Carlos (SP).

Segundo o Tribunal do Júri, Nayn assumiu o risco de provocar a morte da triatleta Luisa Baptista ao conduzir a motocicleta de forma imprudente. De acordo com a acusação, ele invadiu a contramão, não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e havia dormido apenas quatro horas na noite anterior ao acidente.

O cumprimento da pena é imediato, e o condenado foi levado diretamente do fórum a uma penitenciária da região, cujo local não foi divulgado. A defesa informou que vai recorrer da decisão.

O acidente

O atropelamento ocorreu em 23 de dezembro de 2023, na Estrada Municipal Abel Terrugi, região de Santa Eudóxia, distrito de São Carlos. Luisa, que se preparava para as Olimpíadas de 2024, treinava ciclismo quando foi atingida pela moto conduzida por Nayn, que tentou uma ultrapassagem e entrou na contramão.

A atleta ficou em coma por dois meses e passou 167 dias internada em quatro hospitais. Em recuperação, afirmou que não acredita poder retornar às competições de alto rendimento, mas considerou que a condenação representou “justiça feita”.

Defesa e depoimentos

Durante o julgamento, a defesa, representada pelo advogado Roquelaine Batista dos Santos, sustentou que o caso foi uma fatalidade de trânsito e pediu a desclassificação do crime para lesão corporal culposa. Segundo o advogado, a pena aplicada foi “exagerada”.

O réu declarou que pilotava a cerca de 60 km/h, havia participado de uma festa, mas negou ter ingerido álcool. Disse ainda estar arrependido e reconheceu que entrou na contramão durante a tentativa de ultrapassagem.

Foram ouvidas oito testemunhas — cinco de acusação e três de defesa.

Repercussão

O caso teve grande repercussão nacional e reacendeu o debate sobre crimes de trânsito e impunidade no país. Familiares e apoiadores de Luisa Baptista destacaram que a condenação deve servir de exemplo para outras vítimas de imprudência.

Durante seu depoimento, a atleta reforçou que o processo representa não apenas uma busca por justiça pessoal, mas também um alerta sobre a necessidade de leis mais rígidas contra motoristas e motociclistas que colocam vidas em risco.

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