O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prisão do dentista Vitório Campos da Silva, de 73 anos, condenado por participação nos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.
A ordem foi expedida após o processo ser encerrado sem possibilidade de novos recursos — etapa jurídica que confirma a execução imediata da pena. O réu deverá cumprir 14 anos de prisão em regime fechado, conforme decisão da Primeira Turma da Corte.
Segundo as investigações, Vitório foi flagrado dentro do Palácio do Planalto, onde participou da depredação de um dos gabinetes ligados à primeira-dama. Registros em vídeo e imagens ajudaram a identificar o acusado no interior do prédio durante os atos de vandalismo.
Além disso, a Polícia Federal encontrou, no celular do dentista, mensagens que indicam incentivo à mobilização de manifestantes e defesa de pressão sobre as Forças Armadas. Em um dos conteúdos analisados, ele faz menção a um cenário de confronto ao rejeitar o que classificava como “comunismo”.
A identificação do condenado foi possível após cruzamento de características físicas observadas nas imagens, como o uso frequente de óculos, além de traços faciais, idade aparente e outros elementos que reforçaram o reconhecimento pelos investigadores.
Com a decisão, a Polícia Federal deve cumprir o mandado de prisão e iniciar o cumprimento da pena imposta pelo STF.



