A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão preventiva do rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, filho do traficante Marcinho VP. A decisão foi tomada após um episódio de confronto com policiais civis na noite de segunda-feira, quando agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes tentaram cumprir um mandado de busca na residência do artista, localizada no bairro do Joá, zona oeste da capital fluminense. A polícia buscava um adolescente suspeito de roubo e envolvimento com facções criminosas que estaria escondido na casa de Oruam. Durante a abordagem, o rapper e um grupo de aproximadamente oito pessoas teriam reagido atirando pedras contra os policiais e os ameaçando verbalmente. Um dos agentes ficou ferido. Oruam também teria se identificado como filho de Marcinho VP na tentativa de intimidar a ação policial. A Secretaria de Polícia Civil afirmou que o rapper será indiciado por tráfico de drogas, associação para o tráfico, resistência, desacato, ameaça, lesão corporal, dano ao patrimônio público e favorecimento pessoal. Já a defesa do artista alega que houve abuso de autoridade, violência excessiva e que os policiais teriam invadido a residência sem mandado judicial. Oruam permanece foragido. O Tribunal de Justiça do Rio considerou que há risco à ordem pública e à instrução criminal, o que motivou a conversão do pedido de prisão em preventiva.

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