07/10/2026
Brasil Tecnologia

Jovens da Geração Z estão entre os principais alvos de golpes virtuais, aponta estudo

Ter familiaridade com celulares, aplicativos e redes sociais não significa estar protegido contra fraudes digitais. Um levantamento realizado pela empresa de inteligência de dados TransUnion aponta que a Geração Z está entre os grupos mais vulneráveis a golpes praticados pela internet.

A pesquisa mostra que, no Brasil, um em cada três jovens dessa geração afirma ter sofrido algum prejuízo financeiro causado por fraude nos últimos 12 meses. As ocorrências envolvem diferentes situações do cotidiano digital, incluindo compras pela internet, mensagens de texto, transferências via Pix e abordagens realizadas pelas redes sociais.

O resultado contraria a percepção de que pessoas que cresceram utilizando tecnologia estariam naturalmente mais preparadas para identificar tentativas de fraude.

Experiência com tecnologia não impede manipulação

De acordo com Wallace Massola, executivo da área de prevenção a fraudes da TransUnion, os criminosos exploram justamente a confiança que muitos usuários desenvolveram no ambiente digital.

A facilidade para realizar compras, pagamentos e outras operações pelo celular pode fazer com que determinados procedimentos sejam executados de maneira automática, sem que o usuário analise cuidadosamente a origem de uma mensagem, anúncio ou solicitação.

A chamada engenharia social é uma das estratégias utilizadas pelos criminosos. Em vez de depender exclusivamente de falhas tecnológicas, os golpistas procuram manipular a vítima para que ela própria forneça informações ou realize determinada ação.

Golpes acompanham rotina digital

O avanço das fraudes ocorre em um cenário de intensa utilização de serviços digitais. No primeiro semestre de 2026, a Serasa Experian identificou mais de 50,7 milhões de mensagens associadas a golpes no Brasil, além de mais de 20 mil anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos.

Entre as práticas mais comuns está o phishing, no qual a vítima recebe uma mensagem aparentemente legítima e é induzida a clicar em um link ou fornecer informações pessoais e bancárias. O Ministério das Comunicações alerta que esse tipo de abordagem pode ocorrer por SMS, e-mail e aplicativos de mensagens.

Atenção continua sendo a principal defesa

Especialistas recomendam que usuários não considerem uma mensagem verdadeira apenas porque ela chegou por um aplicativo conhecido ou apresenta aparência profissional.

Links recebidos por mensagens, ofertas muito abaixo do preço habitual, pedidos urgentes de transferência e solicitações de dados pessoais devem ser analisados com cautela.

A orientação é confirmar a informação diretamente pelos canais oficiais da empresa ou instituição envolvida e evitar realizar pagamentos ou fornecer senhas a partir de links recebidos inesperadamente.

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