23/04/2026
Região

Greve em creches municipais de Conchal afeta atendimento e expõe impasse sobre carreira

As creches municipais de Conchal iniciaram a semana com funcionamento parcial após berçaristas e auxiliares de desenvolvimento infantil (ADIs) cruzarem os braços nesta segunda-feira (30). A paralisação foi organizada pela categoria com apoio do sindicato local e tem como principal reivindicação o reconhecimento das funções como parte do magistério, com direito ao piso salarial previsto em lei.

De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos de Conchal, as profissionais defendem que o trabalho desenvolvido com as crianças possui caráter pedagógico e, por isso, deve ser enquadrado como atividade docente. A categoria cobra a aplicação da Lei Federal 15.326/2026, sancionada no início do ano, que trata justamente desse enquadramento.

A adesão ao movimento é significativa. Segundo a Prefeitura, cerca de 65% dos 81 profissionais da educação infantil participaram da greve, enquanto pouco mais de um terço manteve as atividades. Com isso, cinco unidades operam de forma adaptada e apenas uma segue com atendimento normal, evitando a interrupção total dos serviços.

O cenário de tensão se arrasta há anos, conforme aponta o sindicato. Em reunião realizada nesta segunda-feira, o Executivo municipal teria mantido uma proposta já recusada pela categoria: enquadrar apenas as ADIs a partir do próximo ano, sem garantias legais, deixando as berçaristas fora da medida. A administração alega limitações orçamentárias para implementar a mudança de forma imediata.

Ainda segundo relatos das servidoras, a situação se agravou na última sexta-feira (27), quando teria sido mencionada, em ata, a possibilidade de retirada da proposta caso a greve fosse deflagrada. Também surgiram preocupações sobre um eventual remanejamento de estagiários para suprir a ausência das profissionais, hipótese negada pela Prefeitura.

Em nota oficial, o município afirmou que mantém diálogo com representantes da categoria e busca alternativas para restabelecer integralmente o atendimento nas creches. A administração ressaltou que acompanha o caso para reduzir impactos às famílias e garantiu que não haverá substituição das servidoras grevistas por estagiários.

Enquanto não há acordo, pais e responsáveis enfrentam incertezas na rotina, e o impasse entre servidores e Prefeitura segue sem previsão de solução.

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