06/03/2026
Brasil Polícia

Governo do Rio divulga balanço da megaoperação contra o Comando Vermelho: 119 mortos, 113 presos e 118 armas apreendidas

O governo do Rio de Janeiro divulgou, nesta quarta-feira (29), o balanço oficial da megaoperação contra o Comando Vermelho, realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da capital. Segundo dados apresentados em coletiva de imprensa pelas forças de segurança, 119 pessoas morreram durante a ação, considerada a maior ofensiva já realizada contra a facção desde sua fundação.

De acordo com o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, o número de mortos inclui 58 pessoas no dia da operação e outras 61 localizadas posteriormente em áreas de mata. Além disso, 113 suspeitos foram presos, sendo 33 vindos de outros estados, e 10 menores apreendidos.

O balanço também aponta a apreensão de 118 armas, entre elas 91 fuzis, 26 pistolas e um revólver, além de 14 artefatos explosivos. Toneladas de drogas ainda estão sendo contabilizadas pelos peritos.

Curi classificou a ofensiva como uma “ação legítima” e afirmou que o resultado representa o “maior baque já sofrido pelo Comando Vermelho”. “Nunca houve perda tão grande de drogas, armas e lideranças. Hoje em dia todo mundo é vítima, tudo é vítima. O ladrão é vítima da sociedade, o traficante passou a ser filho do usuário”, declarou o secretário.

A operação, que contou com o apoio das polícias Civil e Militar, teve início na madrugada de terça-feira (28) e avançou por quase 24 horas, provocando intensos confrontos e o fechamento de vias na zona norte. Moradores relataram tiroteios contínuos e barricadas erguidas em diferentes comunidades.

A Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) pediram explicações formais sobre a ação, citando o elevado número de mortos. Já o governo estadual afirmou que todos os procedimentos foram “dentro da legalidade” e que o objetivo foi desarticular o comando da facção responsável por ataques recentes no estado.

O caso reacendeu o debate sobre o uso da força em operações policiais em áreas densamente povoadas e ocorre no mesmo momento em que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, assumiu a relatoria da ADPF das Favelas, ação que define os limites das incursões em comunidades do Rio de Janeiro.

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