O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já conta com os recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) que serão utilizados nas eleições de 2026. O repasse de R$ 4,9 bilhões foi realizado pela União na segunda-feira (1º), dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral.
O montante será distribuído entre os partidos políticos de acordo com critérios estabelecidos em lei, que levam em consideração principalmente a representatividade das siglas no Congresso Nacional e o desempenho obtido nas últimas eleições.
Criado em 2017, o fundo eleitoral surgiu como alternativa para financiar campanhas após a proibição das doações empresariais, determinada pela Justiça. Desde então, o valor destinado ao mecanismo tem aumentado gradativamente. Na primeira eleição em que foi utilizado, os recursos somavam cerca de R$ 2 bilhões. Para o pleito de 2026, o montante ultrapassa os R$ 4,9 bilhões.
O financiamento público de campanhas continua sendo tema de debate entre especialistas, políticos e eleitores. Defensores argumentam que o modelo reduz a influência econômica de grandes empresas sobre o processo eleitoral. Já os críticos questionam o volume de recursos públicos direcionados às disputas eleitorais.
Entre as novidades para a próxima eleição está a mudança de posição do Partido Novo. Conhecido por adotar uma postura contrária ao uso do fundo eleitoral desde sua fundação, o partido anunciou que pretende utilizar os recursos do FEFC na campanha de 2026.
A decisão representa uma mudança significativa na estratégia da legenda, que construiu parte de sua identidade política defendendo o financiamento privado e chegou a eleger parlamentares e governadores sem recorrer aos recursos públicos destinados às campanhas.
Com a liberação dos valores, as siglas já iniciam os cálculos sobre a parcela que cada uma receberá para organizar suas estratégias eleitorais visando a disputa presidencial, os governos estaduais, o Congresso Nacional e as assembleias legislativas em 2026.



