O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) prepara o lançamento de um documentário como parte da estratégia para ampliar sua projeção nacional e fortalecer uma eventual candidatura à Presidência da República nas eleições deste ano. A produção, com cerca de 50 minutos, deve retratar a trajetória do parlamentar desde a infância até episódios recentes envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo a prisão do pai.
Segundo aliados ouvidos pela CNN Brasil, o documentário também trará críticas ao ministro Alexandre de Moraes e à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) nos julgamentos relacionados aos atos de 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram atacadas, em Brasília.
A produção deve explorar a relação familiar e faz parte de uma estratégia para “humanizar” a imagem de Flávio Bolsonaro junto ao eleitorado. Grande parte das gravações será conduzida em formato de depoimento, no qual o senador fala sobre política e aspectos da vida pessoal, em uma narrativa que busca criar proximidade com o público.
O título ainda não foi oficialmente definido, mas a equipe trabalha com a possibilidade de batizá-lo de “Bolsonaro: de pai para filho”. A expectativa é que o material seja divulgado ainda nesta semana, com uma estratégia de forte compartilhamento nas redes sociais para alcançar o maior número de pessoas.

De acordo com interlocutores, a iniciativa integra um esforço para melhorar o desempenho de Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais, consolidar seu nome como candidato e reduzir resistências em partidos de centro, na tentativa de atrair apoios para uma disputa direta contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O cenário, no entanto, é considerado desafiador. Siglas como PP, União Brasil, Republicanos e PSD vinham demonstrando preferência pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), avaliando que um nome fora da família Bolsonaro teria maior capacidade de ampliar o eleitorado além do campo da direita.
Apesar disso, Jair Bolsonaro optou por lançar o próprio filho, em uma estratégia para manter o protagonismo do grupo no campo conservador.



