O nível dos reservatórios que abastecem Araras segue em queda e acende o alerta da cidade para um possível agravamento da crise hídrica. A represa João Ometto Sobrinho (conhecida como Água Boa), a maior do município, já recuou cerca de cinco metros da sua capacidade total. Somente nos últimos cinco dias, o nível baixou mais um metro e está em 11 metros de profundidade, situação considerada preocupante diante da ausência de chuvas.
A represa Tambury, que atualmente não está sendo utilizada para captação e funciona como reserva, mantém uma baixa de seis metros. Já a represa Hermínio Ometto também registrou queda de um metro e continua sendo usada em manobras de manutenção quando há necessidade de interromper temporariamente as bombas do Rio Mogi Guaçu, principal fonte de captação do município.

Questionado pelo RCA1, o Serviço de Água e Esgoto do Município de Araras (Saema) informou que a captação ocorre prioritariamente no Rio Mogi Guaçu, utilizando as represas apenas em manutenções ou manobras técnicas. A autarquia destacou que, embora não haja previsão imediata de decretar situação de emergência hídrica, se os níveis das represas continuarem caindo e o Mogi Guaçu apresentar baixa acentuada, medidas mais rígidas poderão ser adotadas.
O Saema também confirmou que desde a última sexta-feira foram aplicadas sete multas e emitidas 22 advertências por desperdício, dentro do decreto municipal em vigor desde 22 de setembro, que proíbe o uso inadequado da água e prevê penalidade de R$ 555,00. A autarquia informou ainda que ampliou a frota para reforçar a fiscalização em horários de pico e nos fins de semana.
Apesar das dificuldades, o Saema ressaltou que o consumo diário já caiu em comparação ao período anterior às campanhas de conscientização: de 57 milhões de litros para 49 milhões. Ainda assim, reforça que a colaboração da população é essencial para a preservação dos mananciais e manutenção do abastecimento.