A Justiça determinou, nesta quinta-feira (28), a prisão do ex-padre católico Pedro Leandro Ricardo, condenado por estupro de um coroinha. O mandado foi expedido pela 1.ª Vara Criminal, e a pena definida foi de 10 anos e 6 meses de prisão em regime fechado.
O crime ocorreu entre 2005 e 2006, quando Ricardo estava à frente da Paróquia São Francisco de Assis, em Araras. Segundo a denúncia, ele abusava de adolescentes que atuavam como coroinhas e que viviam em situações familiares desestruturadas.
Inicialmente, a pena havia sido fixada em 21 anos de prisão, mas o Tribunal reduziu após reconhecer a extinção da punibilidade em dois casos. Ainda assim, o ex-religioso foi condenado pela prática de abuso contra um dos adolescentes.
As acusações partiram de familiares das vítimas e foram formalizadas pelo Ministério Público em 2019, sendo aceitas pela Vara Criminal em 2020. De acordo com os autos, quatro adolescentes denunciaram o então padre.
Em março de 2022, o papa Francisco decidiu pela demissão de Ricardo do estado clerical, após ele já ter sido afastado das funções de reitor e pároco da Basílica Santo Antônio de Pádua, em Americana, em janeiro de 2019.
A defesa, representada pelo advogado Paulo Henrique de Moraes Sarmento, afirmou que pretende pedir a revisão criminal, sob o argumento de que o ex-padre já foi absolvido em outra acusação semelhante e que parte dos processos resultaram em absolvição ou prescrição. “Esta condenação é por um caso exatamente igual a outro em que ele foi absolvido. Isso não foi levado em conta pelo tribunal, por isso estamos pedindo a revisão”, declarou.
Segundo o advogado, Pedro Leandro Ricardo deve se entregar à Justiça “no momento oportuno”.
A Diocese de Limeira informou que já se manifestou oportunamente sobre o caso e reforçou que o ex-padre não faz mais parte do clero.



