O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou o domingo (28) participando da caminhada em Brasília em homenagem aos 95 anos do Ministério da Educação. Usando uma camiseta vermelha comemorativa do evento — cor tradicional do PT —, shorts e tênis claros, Lula percorreu um trajeto de 3 km ao lado da primeira-dama Janja e de ministros, passando pelo Congresso Nacional e pela Praça dos Três Poderes.
Nos últimos anos, o partido tem buscado ampliar sua identidade visual, recorrendo também às cores da bandeira nacional em campanhas, como forma de desmistificar o uso exclusivo do vermelho e atrair novos simpatizantes. Ainda assim, Lula escolheu reforçar a cor que historicamente simboliza o PT em sua aparição pública.
Durante o percurso, o presidente gravou vídeos para as redes sociais em que destacou a “soberania educacional do Brasil”, defendendo a educação como caminho para garantir a independência do país e para que “nunca mais ninguém dê palpite sobre o Brasil”.
Ao final, Lula fez uma provocação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao afirmar que “nossa atividade não tem motociata, tem caminhada com educadores”, em referência às manifestações de motocicleta promovidas durante o governo anterior.
O ato ocorreu dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas contra produtos brasileiros e, ao mesmo tempo, declarar ter tido “excelente química” em encontro com Lula na Assembleia Geral da ONU. O discurso do petista em Brasília reforçou a defesa da soberania nacional diante do cenário internacional e se somou ao gesto simbólico de vestir novamente o vermelho, cor que remete à sua trajetória política e ao partido que representa.



