A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (2), aponta que a desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a 56%, um crescimento de sete pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, realizado em janeiro. No mesmo período, a aprovação caiu de 47% para 41%.
Esse é o maior índice de desaprovação registrado desde o início do terceiro mandato de Lula, evidenciando uma tendência de insatisfação crescente entre os brasileiros. Segmentos como jovens, moradores do Nordeste e eleitores da classe média baixa foram os principais responsáveis pelo aumento na rejeição.
Desempenho regional e demográfico
No Nordeste, tradicional reduto eleitoral do presidente, a desaprovação subiu de 37% para 46%, enquanto a aprovação caiu de 59% para 52%, configurando um empate técnico na região. Entre os jovens, a insatisfação também apresentou crescimento, ainda que os dados detalhados por faixa etária não tenham sido divulgados. A classe média baixa, especialmente impactada por questões econômicas, também mostrou maior desaprovação ao governo.
Comparação com governos anteriores
A pesquisa revelou ainda que 43% dos entrevistados consideram o governo Lula pior do que o de Jair Bolsonaro, um aumento de seis pontos em relação à pesquisa anterior. Essa percepção sugere uma deterioração da imagem do atual governo entre uma parcela do eleitorado.
Percepção sobre promessas de campanha
Outro dado relevante é que 71% dos entrevistados afirmaram que Lula não tem conseguido cumprir as promessas feitas durante a campanha de 2022, o que pode estar contribuindo para o aumento da insatisfação.
Metodologia da pesquisa
O levantamento foi realizado entre os dias 27 e 31 de março de 2025, com 2.004 entrevistas presenciais em todo o território nacional. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa indica desafios significativos para o Palácio do Planalto, especialmente na manutenção do apoio em bases eleitorais historicamente favoráveis ao presidente. A crescente rejeição, mesmo em regiões e perfis que tradicionalmente apoiavam Lula, reforça a necessidade de ajustes na condução do governo e na comunicação com a população.