Um clima de profunda insatisfação e decepção se espalha entre os servidores públicos do município de Araras, direcionado à atual gestão do prefeito Irineu Maretto. O descontentamento, que vinha se acumulando, atingiu um novo patamar após duas situações recentes na administração: a revogação do prêmio de assiduidade e disciplina e o cancelamento abrupto do convênio médico que atendia a categoria.
O prêmio de assiduidade, um benefício incorporado à remuneração, representava um complemento financeiro significativo para muitas famílias. Sua eliminação impactou diretamente no orçamento doméstico dos servidores. Em seguida, o cancelamento do plano de saúde coletivo gerou uma onda de insegurança, podendo deixar milhares de funcionários e seus dependentes sem cobertura médica.
A combinação desses fatores fez com que o apoio inicial de parte da categoria ao prefeito se transformasse em frustração. Servidores que preferiram não se identificar por temor de represálias relatam o sentimento de desvalorização.
“O prêmio de assiduidade faz muita falta no fim do mês. Era com aquele dinheiro que eu conseguia pagar algumas contas extras e ajudava minha mãe. Agora, tudo ficou mais apertado”, comenta uma servidora que tem 21 anos de prefeitura. “Isso foi um golpe muito duro. Minha esposa está em tratamento médico e dependemos totalmente do plano. O prefeito fala em economia, mas está nos prejudicando. É uma decepção imensa”, comentou outro servidor.
O mal-estar generalizado indica que a relação entre a administração Maretto e os funcionários entra em um período crítico. Resta saber se a gestão municipal tomará medidas para reparar a confiança perdida ou se o clima de “decepção” continuará a dominar os corredores dos órgãos públicos.



