O talento de Lionel Messi ultrapassou as quatro linhas do futebol e acabou influenciando até a escolha de nomes de recém-nascidos no Brasil. Dados do Censo Demográfico de 2022 revelam que centenas de brasileiros carregam oficialmente o sobrenome do astro argentino como primeiro nome.
Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao menos 363 pessoas foram registradas como Messi no país, um fenômeno que ganhou força justamente nos anos em que o jogador consolidou sua trajetória entre os maiores atletas da história.
Os números mostram que o nome praticamente não existia nas décadas anteriores. Não há registros de brasileiros chamados Messi nascidos antes da década de 1940, e a popularização começou apenas nos anos 2000, acompanhando a ascensão meteórica do argentino no futebol internacional.
Popularidade acompanhou a carreira do camisa 10
Os primeiros registros surgiram entre 2000 e 2009, período em que Messi despontou no futebol mundial vestindo a camisa do Barcelona e conquistou seus primeiros títulos individuais. Nessa década, 39 crianças receberam o nome.
Entretanto, foi nos anos seguintes que a tendência ganhou força. Entre 2010 e 2019, mais de 200 brasileiros foram registrados como Messi, refletindo a enorme projeção do jogador em competições nacionais e internacionais.
A idade mediana das pessoas que carregam esse nome atualmente é de apenas 10 anos, indicando que a maioria dos registros é relativamente recente. Entre 2020 e 2022, outros 45 brasileiros passaram a integrar a lista.
Norte do país lidera registros
A distribuição geográfica também chama atenção. O Amazonas aparece como o estado com maior concentração proporcional de pessoas chamadas Messi. Já o Pará lidera em números absolutos.
Entre os municípios, Manaus figura como a cidade com a maior presença proporcional de moradores registrados com o nome do craque argentino.
Nome é mais comum entre meninos, mas também aparece entre meninas
Embora a escolha seja predominantemente masculina, o levantamento mostra que algumas famílias optaram por registrar meninas com o mesmo nome.
Dos 363 registros contabilizados pelo IBGE:
- 88,4% pertencem a homens;
- 11,6% pertencem a mulheres.
Os dados evidenciam como figuras do esporte podem influenciar costumes e tendências culturais muito além dos estádios. No caso de Messi, a admiração de torcedores brasileiros acabou eternizada até mesmo nos cartórios.




