Os disparos realizados na sede da Procuradoria Geral do Município (PGM) de Araras (SP), na noite de quarta-feira (3), foram feitos por um servidor público que atua como coveiro no cemitério municipal. Ele se entregou nesta quinta-feira (4), acompanhado de um advogado, mas vai responder ao inquérito em liberdade.
Segundo o delegado da Polícia Civil, Tabajara Zuliani, o servidor confessou ter efetuado os disparos após perder a cabeça devido a uma sindicância aberta pela Prefeitura para apurar o desaparecimento de ossos em covas do cemitério. O caso segue sob investigação.
Em entrevista à EPTV, o comandante da Guarda Civil Municipal de Araras, Daniel Ponessi Alves, afirmou que o servidor já respondia a processos administrativos. “O funcionário público respondia a processos administrativos, ficou revoltado durante a noite, pegou a arma que já possuía e disparou contra o portão da PGM. O Centro de Operações Integradas, através do monitoramento da Muralha Paulista, identificou o veículo e começou a rastreá-lo, mas o suspeito se entregou com advogado”, declarou.
Investigação sobre a webrádio
Na manhã desta quinta-feira (04), a sede de uma webrádio em Araras também foi alvo de tiros, com três disparos atingindo o portão do imóvel durante a manhã, enquanto a equipe de locução estava no ar e chegou a ouvir os estampidos. A Polícia Civil investiga se há ligação entre os dois episódios.
Nota da Prefeitura
Em comunicado oficial, a Prefeitura de Araras repudiou o ataque contra a Procuradoria, lamentou o ocorrido e reforçou que colabora com as investigações. Além disso, informou que, por meio da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Civil, está reforçando a segurança dos servidores da PGM e de outros órgãos municipais.
Caso semelhante em maio
Os ataques reacendem a lembrança de outro episódio violento em Araras. Em maio deste ano, a residência do ex-secretário de Justiça do município, Raphael Teixeira de Oliveira, foi atingida por pelo menos 20 tiros. O imóvel, localizado no bairro Vila Michielin, foi alvejado por disparos de calibre 9 mm que atingiram a fachada, janelas e paredes da sala. Ninguém ficou ferido.



