A 1ª Vara Criminal de São Carlos marcou para o dia 15 de outubro, às 10h, o júri popular do motociclista Nayn José Sales, acusado de atropelar a triatleta ararense Luísa Baptista. Ele responderá por tentativa de homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar. A decisão é do juiz Eduardo Cebrian Araújo Reis e foi assinada na última sexta-feira (22).
O atropelamento aconteceu em 23 de dezembro de 2023, na Estrada Municipal Abel Terrugi (SCA-329), no distrito de Santa Eudóxia, em São Carlos. Luísa Baptista, que é de Araras e estava em treinamento, ficou gravemente ferida.
Segundo a acusação, o réu participou de uma festa open bar durante a madrugada, conduzia a motocicleta sem habilitação, trafegava em velocidade acima da permitida em um trecho perigoso e invadiu a contramão logo após uma curva acentuada, atingindo a atleta. O promotor de Justiça Daniel Henrique Silva Miranda sustentou que a conduta demonstrou desprezo pelas regras de trânsito e assumiu o risco de provocar a morte.
Em maio de 2024, após análise de laudos e depoimentos, o Ministério Público alterou a tipificação do caso de lesão corporal para tentativa de homicídio por dolo eventual. Na época, Luísa se disse indignada com a classificação inicial e pediu a reavaliação.
A defesa de Sales, representada pela advogada Roquelaine Batista dos Santos, nega o dolo eventual, considera a acusação exagerada e afirma que não há fundamentos para levar o caso ao tribunal do júri.
Na audiência realizada em fevereiro deste ano, estavam previstas 12 testemunhas, sendo 9 de acusação e 3 de defesa. Uma testemunha da acusação e todas as da defesa foram dispensadas. O réu permaneceu em silêncio a pedido dos advogados.
O julgamento será feito por um conselho de sete jurados, como prevê a Constituição para crimes dolosos contra a vida. Caberá a eles decidir se o acusado será condenado ou absolvido.



