06/03/2026
Destaque Polícia

Caso Bruna Angleri: cantor acusado de matar dentista deve ir a júri popular ainda no mês de julho em Araras

Um dos casos criminais mais marcantes do interior paulista pode avançar para seu desfecho judicial nas próximas semanas. O cantor sertanejo João Vitor Malachias, acusado de assassinar brutalmente a ex-namorada, a dentista Bruna Angleri, deverá ser julgado por júri popular ainda neste mês de julho, no Fórum da Comarca de Araras. A informação foi confirmada pelo advogado Daniel Salviatto, assistente de acusação no processo.

O crime, ocorrido em setembro de 2023, gerou comoção em Araras e em diversas cidades da região. Bruna Angleri, de 29 anos, foi encontrada morta em sua residência em circunstâncias extremamente violentas. Segundo as investigações da Polícia Civil, ela foi agredida fisicamente pelo ex-namorado e, em seguida, teve o corpo incendiado numa tentativa de ocultar os vestígios do crime.

Fuga interceptada e prisão após perseguição

Após o assassinato, Malachias tentou fugir para o estado de Goiás. Ele foi localizado pela polícia em movimento, na região de Ribeirão Preto, e acabou sendo preso após uma perseguição na rodovia. A operação foi coordenada por equipes da Polícia Civil, que já haviam emitido mandado de prisão preventiva com base nos indícios reunidos. Desde então, o réu permanece detido em unidade prisional à disposição da Justiça.

Com o avanço das investigações, o Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia formal contra João Vitor por homicídio qualificado com as seguintes agravantes: feminicídio, motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Feminicídio e comoção social

A classificação do crime como feminicídio levou ao aumento da pena prevista e inseriu o caso em um contexto mais amplo de violência de gênero. Segundo a legislação brasileira, trata-se de homicídio cometido contra mulher por razões da condição do sexo feminino, envolvendo geralmente relações afetivas marcadas por dominação, controle e agressividade.

A brutalidade do assassinato de Bruna provocou forte reação social. Atos públicos, manifestações e campanhas de conscientização foram realizados em Araras e na região, com apoio de movimentos feministas e organizações da sociedade civil. A família da vítima segue mobilizada em busca de justiça.

Julgamento deve ocorrer ainda neste mês

De acordo com o advogado Daniel Salviatto, o julgamento poderá acontecer ainda em julho, embora a confirmação da data dependa de decisão da Vara Criminal de Araras. O caso foi encaminhado ao Tribunal do Júri, dada sua gravidade e os elementos que o caracterizam como crime doloso contra a vida.

A defesa do réu apresentou sua tese nos autos, mas não fez declarações públicas recentes sobre o andamento do processo. Se condenado, João Vitor Malachias poderá enfrentar pena superior a 30 anos de reclusão.

A sociedade local acompanha o caso com atenção, aguardando que o julgamento represente um passo firme no combate à violência contra mulheres e na busca por justiça por Bruna Angleri.

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