31/07/2026
Região Saúde

Campinas registra primeiro caso de raiva em gato em dez anos

A cidade de Campinas confirmou o primeiro caso de raiva em um gato desde 2016. Após o diagnóstico positivo, as equipes de Vigilância em Saúde colocaram em prática uma série de medidas para identificar possíveis pessoas expostas ao vírus e monitorar a região onde o animal foi encontrado.

O caso envolve uma gata jovem, de pelagem rajada com barriga branca, que havia sido abandonada nas proximidades do Cemitério da Saudade. O animal foi resgatado por protetoras independentes e encaminhado para atendimento em uma clínica veterinária, mas não resistiu.

Diante da suspeita da doença, os profissionais da clínica notificaram a Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), que recolheu amostras para análise laboratorial. O material foi enviado ao Instituto Pasteur, responsável por confirmar o diagnóstico de raiva.

Funcionário recebeu atendimento preventivo

Durante os cuidados com o animal, um funcionário da clínica foi arranhado pela gata. Como ele já possuía vacinação antirrábica, foi encaminhado para avaliação e acompanhamento médico, conforme o protocolo previsto para esse tipo de exposição.

Equipes fazem busca ativa na região

Como medida preventiva, agentes de saúde iniciaram uma busca ativa nas residências localizadas no entorno do Cemitério da Saudade. O objetivo é identificar rapidamente pessoas que possam ter tido contato com o animal e orientar sobre a necessidade de atendimento especializado.

Segundo a Vigilância em Saúde, o risco está restrito às pessoas que tiveram contato direto com a gata. Além disso, será realizado o monitoramento dos gatos que circulam pela área para verificar se há outros animais possivelmente expostos ao vírus.

Quem acredita ter mantido contato com o felino, mesmo sem ter sofrido mordidas ou arranhões, deve procurar orientação junto à Unidade de Vigilância de Zoonoses para avaliação da necessidade de tratamento preventivo.

Doença é grave, mas pode ser evitada

A raiva é uma infecção viral que pode ser transmitida por mordidas, arranhões ou pelo contato da saliva de animais infectados com ferimentos ou mucosas. Nos gatos, a doença geralmente ocorre após o contato com outros animais contaminados, especialmente morcegos.

Embora seja considerada uma enfermidade de alta letalidade, a prevenção é eficaz quando cães e gatos são mantidos com a vacinação em dia e quando pessoas expostas recebem atendimento imediato após um possível contato com o vírus.

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