A busca por um gesto capaz de salvar uma vida tem mobilizado moradores de Rio Claro. Aos 7 anos, Julia Riani — carinhosamente chamada de Juju — enfrenta uma batalha contra a leucemia mieloide aguda, tipo agressivo de câncer que compromete as células do sangue produzidas na medula óssea.
Diante do diagnóstico, familiares e amigos organizaram uma campanha para ampliar o número de cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), aumentando as chances de encontrar um doador compatível para a criança.
Cadastro aberto neste sábado
Uma ação especial será realizada neste sábado (28), das 8h às 17h, no Grêmio Recreativo de Rio Claro, localizado na Rua 9, esquina com a Avenida 10, no bairro Santa Cruz.
Podem se cadastrar voluntários com idade entre 18 e 35 anos. É necessário apresentar documento oficial com foto. O processo é rápido: em poucos minutos, é coletada uma pequena amostra de sangue — cerca de 5 mililitros — que passa a integrar o banco nacional de doadores.
Se houver compatibilidade, o voluntário poderá ser chamado futuramente para realizar a doação, que pode beneficiar Juju ou qualquer outro paciente que esteja na fila por um transplante.
Esperança na ciência e na solidariedade
Segundo os médicos que acompanham o caso, o transplante de medula óssea é atualmente a principal alternativa de cura para Julia. A compatibilidade, no entanto, depende de características genéticas específicas, o que torna fundamental a ampliação do número de cadastrados.
Dados do Redome apontam que, em 2025, mais de 35 mil novos doadores foram registrados no país — número superior ao de anos anteriores, com destaque para a participação feminina.
Doação é segura
Especialistas reforçam que o procedimento é seguro. Após a confirmação de compatibilidade, a coleta das células-tronco ocorre de forma semelhante a uma doação de sangue: o material necessário é retirado e o restante do sangue retorna ao doador.
O médico José Luiz Riani Costa, tio-avô de Julia, destaca que o ato é simples, mas pode representar a diferença entre a vida e a morte para quem aguarda o transplante. “É um gesto tranquilo e, acima de tudo, um ato de amor”, afirma.
Enquanto a família mantém a rotina de tratamento da menina, a cidade se une em uma mensagem clara: aumentar o número de cadastros pode significar mais esperança — para Juju e para milhares de brasileiros que dependem da solidariedade para continuar vivendo.



