Caminhoneiros de diferentes regiões do país anunciaram uma paralisação nacional para esta quinta-feira (4), em mobilização que, segundo os organizadores, não tem caráter político, mas reúne reivindicações trabalhistas e estruturais da categoria. A convocação circulou entre grupos de motoristas autônomos e associações do setor ao longo da última semana.
De acordo com representantes do movimento, os principais pontos defendidos incluem melhorias nas condições de trabalho nas rodovias, remuneração considerada insuficiente diante do aumento de custos — como combustível, manutenção e pedágios — e revisão nas regras do transporte de cargas. Parte dos motoristas também cobra maior segurança nas estradas e a discussão sobre modelos de aposentadoria especial para a profissão.
A data foi escolhida após articulações nacionais, mas ainda não há confirmação sobre o nível de adesão. Greves anteriores da categoria, como a de 2018, provocaram impactos significativos no abastecimento de combustíveis, alimentos e insumos em várias regiões do país, cenário que não está descartado caso o movimento ganhe força.
Até o momento, autoridades estaduais e federais acompanham o cenário, mas não houve anúncio de medidas emergenciais relacionadas à possível interrupção do transporte de cargas.
Novas manifestações devem ser monitoradas ao longo das próximas horas, conforme motoristas confirmem ou não a adesão ao ato previsto.



