06/03/2026
Destaque Saúde

Brasil poderá ter mais de um milhão de médicos até 2035, segundo estudo; Dr. Agnaldo Piscopo alerta para necessidade de treinamento na formação

O Brasil poderá ultrapassar a marca de 1,15 milhão de médicos em atividade até 2035, praticamente o dobro do total registrado em 2023. A projeção é do estudo Demografia Médica no Brasil 2025, elaborado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Embora o aumento represente um avanço em números, especialistas alertam que o crescimento acelerado precisa vir acompanhado de formação adequada e qualificação profissional.

Atualmente, o país conta com 575.930 médicos ativos, o que corresponde a uma proporção de 2,81 profissionais por mil habitantes, a maior já registrada no país . Além disso, o número de estudantes de medicina também tem crescido significativamente. Em 2024, o Brasil registrou 287.413 alunos matriculados em cursos de medicina, um aumento de 71% em relação a 2018 .

O cardiologista e intensivista Dr. Agnaldo Piscopo se pronunciou sobre o cenário, destacando a importância da preparação contínua. “É claro que esse crescimento preocupa, principalmente quando não há uma formação sólida por trás. Mas quem sonha em ser médico não deve desistir. Pelo contrário: deve buscar ainda mais capacitação, treinamento e conhecimento técnico”, afirmou.

Segundo ele, é justamente esse esforço que fará a diferença. “Em um cenário cada vez mais competitivo, vai se destacar quem estiver realmente preparado para oferecer um atendimento humanizado, responsável e eficaz — aquele que salva vidas”, reforçou.

De acordo com o estudo, o país conta hoje com 448 escolas médicas, sendo a maioria privadas. Só em 2024, foram mais de 48 mil vagas ofertadas. No entanto, apenas 59,1% dos médicos possuem especialização, o que deixa o Brasil abaixo da média de países da OCDE.

O relatório também mostra que há uma desigualdade na distribuição de médicos pelo país e aponta a necessidade de ações para qualificar melhor os profissionais e garantir atendimento adequado, principalmente em regiões mais carentes.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Dr. Agnaldo Piscopo destacou que o diploma é apenas o primeiro passo. “A formação nunca termina. O verdadeiro médico está sempre se atualizando, porque cada paciente é único e merece o melhor atendimento possível”, concluiu.

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