O Brasil já contabiliza 35 casos confirmados de sarampo em 2026, sendo 32 deles no estado de São Paulo. Os números foram atualizados nesta sexta-feira (11), após a confirmação de dois novos casos na capital paulista e a identificação de três casos importados no Amazonas.
Na cidade de São Paulo, os pacientes são uma bebê de 6 meses, que estava com a vacinação incompleta, e um homem de 28 anos, que já havia recebido a vacina contra a doença, segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde.
A capital concentra a maior parte dos registros no país, com 29 casos confirmados. Também há dois casos em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.
Casos importados no Amazonas
No Amazonas, três casos foram identificados em Tabatinga, município localizado na região de fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.
Segundo o Ministério da Saúde, os pacientes tiveram contato com a doença a partir de um surto em Alto Monte, no Peru, onde não existe histórico de vacinação contra o sarampo.
O governo federal informou que equipes de apoio à vigilância deverão ser enviadas, a partir de 21 de setembro, para Tabatinga e Carauari. O trabalho deverá incluir investigação de casos suspeitos, coleta de amostras, identificação e acompanhamento de pessoas que tiveram contato com infectados e ações de vacinação para bloqueio da transmissão.
Transmissão continua sendo monitorada
Em São Paulo, as autoridades identificaram quatro cadeias de transmissão ao longo de 2026. Três delas, iniciadas nos meses de junho, julho e agosto, permanecem ativas.
Até o momento, não há indicação de que o vírus esteja circulando para outras áreas além dos locais onde os casos foram confirmados.
O Brasil mantém, desde 2024, a certificação de país livre da circulação do vírus. Os registros atuais estão relacionados ao cenário de surtos de sarampo registrados em outros países das Américas.
De acordo com dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o continente americano já registra aproximadamente 48 mil casos confirmados e 44 mortes pela doença. Guatemala, México, Estados Unidos e Peru respondem por cerca de 95% dos registros.
Vacinação é a principal proteção
A vacinação continua sendo a principal medida para prevenir o sarampo.
A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde para pessoas de 1 a 59 anos.
Em locais onde existe circulação do vírus, o Ministério da Saúde também recomenda a chamada dose zero para bebês de 6 a 11 meses, faixa etária considerada mais vulnerável às formas graves da doença.
A orientação das autoridades de saúde é que a população mantenha a carteira de vacinação atualizada e procure uma unidade de saúde para verificar se há alguma dose pendente.



