06/03/2026
Destaque Política

Bolsonaro é alvo de operação da Polícia Federal, vai usar tornozeleira eletrônica e está proibido de acessar redes sociais

O ex-presidente Jair Bolsonaro tornou-se alvo de uma operação da Polícia Federal realizada na manhã desta sexta-feira, 18 de julho de 2025, em Brasília. A ação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, compreendeu mandados de busca e apreensão cumpridos em sua residência no bairro Jardim Botânico e em endereços ligados ao Partido Liberal, sigla à qual Bolsonaro está filiado.

Como parte das medidas cautelares, Bolsonaro foi conduzido à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária para instalação de tornozeleira eletrônica, devendo permanecer sob monitoramento permanente. Também foi determinado recolhimento domiciliar noturno, entre 19h e 7h, com restrição de deslocamento fora da comarca do Distrito Federal.

Além disso, o ex-presidente está proibido de acessar redes sociais e de se comunicar com diplomatas estrangeiros ou outros investigados, incluindo o filho Eduardo Bolsonaro, atualmente nos Estados Unidos.

A operação integra o inquérito PET nº 14129, que apura supostas tentativas de golpe de Estado orquestradas por Bolsonaro e aliados após a derrota nas eleições de 2022, por meio de manobras ilegais envolvendo ex-ministros, militares e influência internacional. As acusações incluem conspiração para abolir o Estado democrático de direito, golpe contra a transição presidencial, obstrução da Justiça e outros crimes que podem resultar em penas superiores a 40 anos de prisão.

Durante as buscas, a Polícia Federal apreendeu valores em espécie – estimados entre US$ 10 mil e US$ 14 mil –, além de celulares e documentos em domicílio e no escritório do PL.

A defesa de Bolsonaro declarou que recebeu as medidas com surpresa e indignação, qualificando-as de severas e afirmando que o ex-presidente sempre cumpriu todas as determinações judiciais, mas que se manifestará oficialmente após análise dos autos.

Aliados reagiram com críticas veementes. O deputado federal Sóstenes Cavalcante caracterizou a ação como censura, enquanto o senador Jorge Seif acusou o Supremo de perseguir Bolsonaro — ecoando discurso de que se trata de uma perseguição política.

No plano internacional, a operação gerou repercussão diplomática. O ex-presidente americano Donald Trump divulgou carta defendendo Bolsonaro, chegando a exigir o fim do processo e ameaçar imposição de tarifa de 50% sobre produtos brasileiros se o julgamento não fosse suspenso. O episódio provocou tensão entre Brasil e Estados Unidos, com críticas de integrantes do governo Lula e do STF, que defenderam a autonomia do Judiciário e classificaram as ameaças como chantagem inaceitável.

As restrições determinadas pelo STF têm caráter cautelar e não implicam detenção. O próximo passo processual é o encerramento da instrução do inquérito, com expectativa de sentença até setembro. Até lá, Bolsonaro seguirá monitorado, com mobilidade e comunicação gravemente restringidas.

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